O isolamento social e o consumo de cultura

O isolamento social e o consumo de cultura

O isolamento social, imposto pela contaminação do COVID-19, mudou a rotina de várias pessoas. Tudo o que antes estava no automático passa agora a ser feito com o máximo de cautela. O tempo, inimigo de muita gente, hoje faz companhia a todo momento, e a dúvida que dá a mão é: o que fazer agora?

É claro que muitas questões não serão respondidas neste momento. Afinal, diante a tantas incertezas, viver um dia de cada vez é enredo de muitas melodias.

A cultura hoje, infelizmente, respira um novo ar. Artistas de diversas partes do Brasil se mobilizam, se unem, para não deixar a cultura acabar ou para que projetos não caiam no esquecimento. É claro que ela não acaba, ela é necessária. Prova disso é o consumo de cultura durante o isolamento.

Festivais de música online, apresentações solo nas redes sociais ou em sacadas, museus com exposições virtuais, inúmeras soluções para amparar, entreter, comover e participar do isolamento da cada pessoa. É aqui, neste ponto, que o streaming marcou, ainda mais, território e o consumo de internet atingiu níveis inimagináveis.

Streaming

As pessoas pouco percebem, mas a cultura também está no streaming, seja no YouTube, Amazon, Spotify ou Netflix. Após o cancelamento de diversos shows, sessões de cinema, apresentações e exposições, as pessoas agora caminham – dentro de casa – rumo aos streamings de cada dia.

Para fazer frente à escassez das ofertas, as plataformas e canais por assinatura disponibilizam conteúdos de graça no Brasil. Muita oferta, muita demanda. Segundo o Google, o Brasil bateu recorde em volume de dados na internet: foram 10 terabits por segundo (Tb/s) nas noites de 18 e 19 de março. O motivo é simples: com mais gente dentro de casa é natural que o tráfego aumentasse. Parte das escolas e universidades que fecharam as portas adotou o ensino à distância; quem não pode ir ao escritório faz home office e por aí vai.

Em outros países, o consumo também aumentou: de 10% a 20%, em lugares como Alemanha e Reino Unido, até 40% no caso da Itália, o mais afetado pela Covid-19. Isso motivou plataformas de streaming a diminuir a qualidade de reprodução dos seus vídeos na Europa. No Brasil, apenas o Globoplay adotou a medida.

Rede

Em Maringá, vários artistas e produtores culturais tem se mobilizado para enfrentar os problemas decorrentes do Coronavírus. A Rede de Apoio aos Trabalhadores das Artes em Maringá está à frente desta causa, para ajudar trabalhadores da arte de Maringá que estejam em situação de emergência, tendo em vista a suspensão de todas as atividades do setor.

“A ideia é ajudar com mantimentos, por meio de compras por delivery, e em dinheiro, pagando contas específicas, semelhante ao trabalho do grupo do Facebook Boleto +1. A pessoa nos diz o problema e a gente tenta buscar a solução. Mas ainda estamos no início. As pessoas estão começando a nos procurar”, explica Rachel Coelho, uma das organizadoras do projeto.

Qualquer pessoa física ou jurídica pode apoiar a causa. As doações podem ser realizadas por transferência bancária ou boleto, ao mesmo tempo em que também é possível enviar, o tipo de doação, diretamente a quem está precisando, seja por delivery ou transação bancária.

Mais informações pelos telefones (44) 99984-7327 (Flávio) e (44) 99829-0602 (Isabela), pelo e-mail: maringarede@gmail.com ou pela instagram @maringarede.

Lives em Maringá

A Dois Coelhos – Comunicação e Cultura fez uma lista completa, e atualizada, com as iniciativas dos artistas e empreendedores que tem chamado a atenção, tudo via acesso online e gratuito. Confira:

  • O bailarino Flávio Magalhães tem feito lives diárias no @magalhaesart sempre às 16h20, com conteúdo de dança-teatro. Às quintas-feiras ele oferece atividades de dança-teatro para idosos.
  • O fotógrafo Rafael Saes (@rafaelsaes) está fazendo o #clicaemcasa: ele compartilha uma foto por dia, feita em casa, dando dicas de fotografia e edição e o pessoal faz fotos e usa essa # para mostrar.
  • O escritor Luigi Ricciardi disponibilizou o livro “A aspereza da loucura” para download grátis (https://bit.ly/33BVZbm). Ele também vai fazer lives lendo os contos do livro, tanto no Facebook quanto no Instagram. Além disso, ele está dando aulas de francês em seu canal no YouTube (https://youtu.be/4pQoTCvlekk), para gente sair mais chique desse período turbulento.
  • A cantora Rubia Divino tem feito lives cantando a capela. Ela também está participando de vários festivais online e disponibilizado vídeos em seu instagram @rubiadivino
  • O perfil @agulhas.de.algodao está ofertando três receitas gratuitas e apostila passo a passo de amigurumi para quem deseja começar do zero. Basta ir no perfil dela e digitar “eu quero” na respectiva postagem.
  • Já o canal que resgata a história de Maringá, o Maringá Histórica, realiza lives todos os dias às 17h, sobre diferentes temas.

Secretaria especial

Enquanto o cenário cultural se conecta a outros canais, Regina Duarte, secretária especial de Cultura, se diz sensibilizada com o atual momento e afirma estar trabalhando em uma nova instrução normativa.

“Essa nova instrução se sustenta em três eixos: permite que o proponente possa movimentar recursos abaixo do limite previsto de 20% da captação prevista; permite que o projeto cultural possa ser alterado na fase de execução a qualquer tempo e ainda um formato de avaliação mais flexível na prestação de contas do proponente”, anunciou.

 

 

 

 

 

 

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