Ancine aprova projeto da Semuc para o audiovisual

Ancine aprova projeto da Semuc para o audiovisual

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) aprovou projeto da Secretaria de Cultura (Semuc) para fomento da produção audiovisual local. A parceria resulta em um investimento de R$ 1 milhão – R$ 500 mil provenientes da Linha de Coinvestimentos Regionais do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e o restante em contrapartida municipal.

A Linha de Coinvestimentos Regionais da Ancine estimula a estruturação de políticas públicas de apoio do setor audiovisual e mobilizou em 2018 mais de R$ 400 milhões em recursos para projetos em diversas regiões brasileiras.

O secretário de Cultura, Miguel Fernando, explica que o Prêmio Aniceto Matti, concurso municipal que seleciona projetos culturais, não disponibiliza recursos necessários para a produção audiovisual. “São apenas R$ 240 mil distribuídos em cinco projetos para um setor que exige grandes investimentos”, enfatiza.

A Semuc abrirá nos próximos meses o edital da seleção de projetos com recursos do FSA. Embora não esteja finalizado, a minuta específica que sejam trabalhos de ficção e de documentários, na formatação média-metragem (superior a 15 minutos e igual ou inferior a 70 minutos). O edital selecionará dois projetos de R$ 250 mil, um de R$ 300 mil, além de estar garantidos R$ 200 mil para realização de um mostra ou festival de cinema.

Para promover o intercâmbio entre artistas e a potencializar a qualidade dos projetos, um percentual ainda não definido vai assegurar um número de profissionais maringaenses na produção. O modelo permite que mesmo os pequenos produtores e microempresários se associem e participem, sendo uma oportunidade de integração e cooperação dos produtores locais.

Miguel Fernando lembra que o município tem uma relação histórica com o cinema desde 1958, ano da realização do Festival Nacional de Maringá. “Eva Wilma, ícone da televisão da década de 1950, participou do evento que foi um marco para a cidade”, destaca.

O secretário de Cultura lembra ainda de uma mostra cinematográfica organizada em 1979 por Mori Myasato, funcionário do antigo Cine Maringá, um dos primeiros cinemas de rua da cidade, inaugurado em 1949.

“Myasato teve um prejuízo bem grande neste evento que não contou com o devido apoio do poder público. Para homenagear esse cinéfilo e grande conhecedor da Sétima Arte que marcou a história do cinema na cidade, lançaremos uma exposição em março”, anuncia Miguel Fernando.

A exposição intitulada “Cinema de Papel” será realizada no Centro de Ação Cultural (CAC) terá diversos cartazes e capas de filme do acervo pessoal de Myasato, além da apresentação de filmes selecionados pelo homenageado e discussões sobre produções cinematográficas.

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