Evento de indústrias criativas do Brasil, MicBR deve gerar impacto econômico de R$ 40 mi para o País

Evento de indústrias criativas do Brasil, MicBR deve gerar impacto econômico de R$ 40 mi para o País

O Ministério da Cultura (MinC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançaram, nesta segunda-feira (23), no Cinearte, em São Paulo, o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR). Cerca de 250 pessoas compareceram ao lançamento do MicBR, incluindo a presença de autoridades nacionais e internacionais. O megaevento, que será realizado de 5 a 11 de novembro, na capital paulista, deve reunir milhares de empreendedores brasileiros e sul-americanos em atividades de capacitação, rodadas de negócios e apresentações artístico-comerciais, além de um público geral de aproximadamente 30 mil pessoas.

Oito países sul-americanos já confirmaram presença: Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, além do anfitrião Brasil. É esperada a participação de 100 compradores internacionais, de 30 países. Confira a apresentação do evento (.pdf).

A estimativa é de que o MicBR gere um impacto de R$ 39,7 milhões na economia, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizado a pedido do MinC e divulgado durante o lançamento. Deste total, R$ 28 milhões são de impacto direto e R$ 11,7 milhões, de indireto. “Cada real investido no MicBR tem potencial de retorno de R$ 9,93 à sociedade, em forma de geração de negócios, renda e tributos”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão. Segundo ele, estão sendo investidos cerca de R$ 4 milhões na realização do megaevento, que será o primeiro do País a estimular a integração de todos os setores culturais e criativos brasileiros em um grande mercado, “estruturado, competitivo e atrativo para investidores e empreendedores internacionais”.

“As atividades culturais e criativas já representam 2,6% do PIB brasileiro, geram 1 milhão de empregos diretos e englobam mais de 200 mil empresas e instituições. Há um vasto potencial de crescimento e isso passa também pela internacionalização dos nossos talentos e da nossa valiosa produção cultural”, ressaltou Sá Leitão.

Ainda de acordo com o levantamento da FGV, apenas em tributos o MicBR deve gerar cerca de R$ 4,6 milhões, sendo R$ 2 milhões para os cofres públicos municipais, R$ 0,4 milhão para o estadual e R$ 2,1 milhões para os cofres federais. É esperada a criação de cerca de 850 postos de trabalho, sendo 460 diretos e 391 indiretos.

Para o presidente da Apex-Brasil, embaixador Roberto Jaguaribe, iniciativas como o MicBR tendem a dinamizar o mercado e trazer novo fôlego para a indústria criativa em âmbito regional, além de promoverem a imagem do Brasil internacionalmente. “Participar de eventos lá fora, para um país como o Brasil, é insuficiente. Precisamos organizar grandes eventos aqui, dentro de casa”, disse ele. Segundo Jaguaribe, como maior economia da região o Brasil já exerce uma liderança natural em favor de empreitadas que garantam avanços e presença mais expressiva dos países sul-americanos nas praças globais.

“A promoção da indústria criativa regional gera um efeito multiplicador e de escala, com reflexos na pauta exportadora como um todo e repercussão positiva da marca Brasil”, arrematou o presidente da Apex-Brasil.

A cerimônia de lançamento contou com a participação de representantes dos países participantes. Antes da cerimônia, eles fizeram um passeio pelo corredor cultural da Avenida Paulista.

Internacionalização

O MicBR nasceu inspirado em experiências exitosas realizadas em outros países, como o Mercado de Indústrias Criativas Argentinas (MICA) e o Mercado de Indústrias Culturais do Sul (MICSUL). Além de estimular o fortalecimento de um mercado criativo no País, o evento também visa promover a internacionalização da indústria criativa brasileira, por meio da integração com investidores e empreendedores de outros países.

“O fundamental de um mercado com estas características é ser uma política pública. Os mercados nacionais, os mercados de política pública, como MicBr ou o MICA, são inclusivos, são participativos e são gratuitos, são públicos e abertos. E funcionam de forma transetorial, buscam equidade e complementaridade entre todos os setores para gerar circulação e trabalho genuíno para toda a cena cultural.”, analisa Máximo Jacoby, Diretor Nacional da Economia Criativa do Ministério da Cultura da Argentina.

“O mais importante do MicBr, MicSur e MICA é a possibilidade de estabelecer conexões e de trabalho em conjunto como um bloco latinoamericano e não como pequenos compartimentos estanques.”, complementa Jacoby. Dez áreas da produção cultural estarão envolvidas no megaevento: artes cênicas, audiovisual, animação e jogos eletrônicos, design, moda, editorial, música, museus e patrimônio, artes visuais e gastronomia.

O representante do Equador, Andres Zenega Alvarez, disse que o MicBr é muito importante do ponto de vista de produtos e serviços culturais. “Vir e apoiar o Brasil na realização do MicBr é muito importante, já que o Paí possui um mercado tão grande.  Estamos seguros que poderemos fazer muitos negócios”, aponta Alvarez. Para Sofia Lobos Araya, representante do Chile, “é bastante importante a criação deste mercado de caráter intersetorial e que tem uma vocação de gerar intercâmbios regionais entre os países.”

Entre as autoridades, estavam presentes André Sturm Nelson, Secretário Municipal de Cultura de São Paulo; Romildo Campello, Secretário Estadual de Cultura de São Paulo;  Gonzales Zalazar, diretor de Economia da Cultura da Secretaria Nacional de Cultura (Paraguai); Sofia Lobos Araya, secretária-executiva do Comite Interministerial de Fomento e Economia do Ministério da Cultura (Chile); Máximo Jacoby, diretor nacional de economia criativa de Buenos Aires (Argentina); Lina Ruiz Montanes, do Grupo de Empreendimento Cultural do Ministério da Cultura, e Natália Avila Guevara, do departamento de Assuntos Internacionais e Cooperação do Ministério da Cultura (Colômbia); Andres Zenega Alvarez, analista de Gestão, Criação e Promoção Cultural e subsecretário de Empreendimentos, Artes e Inovação (Equador); Jair Perez, coordenador de Gestão de Políticas e Articulação Territorial (Peru); e Rodrigo Marquez, Coordenador Nacional e Internacional de Indústrias Criativas (Uruguai).

MicBR

Além das rodadas de negócios (em que produtores e compradores ficam frente a frente), também estão incluídos espaços para a troca de contatos profissionais (networking), oportunidades de apresentação de produtos e serviços (pitches), além de atividades de capacitação para empreendedores culturais, como palestras, seminários, oficinas e clínicas de mentoria. Apresentações artístico-comerciais (showcases) de música, artes cênicas, moda e gastronomia fazem parte da programação.

É esperada a participação diária de 2 mil pessoas nas atividades de mercado, e de 3 mil na programação cultural, que será aberta ao público. Esses números devem saltar para até 30 mil pessoas no fim de semana que encerra o evento, nos dias 10 e 11 de novembro, nas diferentes atrações espalhadas por centros culturais da Avenida Paulista.

O evento conta com a parceria do Itaú Cultural, SESI-SP, SESC-SP, secretarias estadual e municipal de Cultura de São Paulo, Livraria Cultura, MASP e Instituto Moreira Salles, além da cooperação da Unesco e o apoio de várias entidades representativas de setores criativos da indústria.

Edital

Durante a cerimônia de lançamento do MicBR, o ministro da Cultura anunciou também edital no valor de R$ 3 milhões que selecionará uma organização da sociedade civil (OSC) para organizar o MicBR. O certame ficará aberto por 30 dias e as propostas inscritas serão avaliadas por um comitê, composto especificamente para esta ocasião. O resultado da seleção deve ser divulgado em setembro.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação | Ministério da Cultura

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