“A cultura não é encarada como prioridade”, afirma Eduardo Saron, diretor  superintendente do Itaú Cultural, em Maringá
2 de abril de 2018 157 Visualizações

“A cultura não é encarada como prioridade”, afirma Eduardo Saron, diretor superintendente do Itaú Cultural, em Maringá

Durante palestra em Maringá, o diretor superintendente do Itaú Cultural, Eduardo Saron abordou pontos importantes sobre o mercado artístico e cultural. O encontro com os produtores culturais e artistas de Maringá e região aconteceu na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e foi promovido pelo Instituto Cultural Ingá (ICI).

Com 30 anos no mercado cultural e 12 à frente do Itaú Cultural, Eduardo pousou na cidade na última quinta-feira (29) para ministrar a palestra “O mercado cultural e artístico no Brasil”. “Um tema que precisa ser muito discutido sob diversos ângulos”, comenta Miguel Fernando, diretor executivo do ICI.

A palestra faz parte das formações técnicas que o Instituto promove ao longo do ano, de forma gratuita, com o objetivo de profissionalizar o mercado regional.

Palestra

Entre os pontos, Saron tratou com afinco sobre a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas no Brasil. “A cultura não é encarada como prioridade, mas deveria, pois, temos essa necessidade. A cultura é capaz de mudar o mundo, mais do que a educação. A educação tem um ‘modus operandi’ diferente. A cultura consegue atender a sociedade a curto e a médio prazo”.

O diretor do Itaú Cultural ainda diz que o maior paradigma do mercado está em focar em uma cultura que promova eventos. “Precisamos que os indivíduos sejam elevados e passem por uma experiência transformadora. Não devemos nos incomodar com a escala (quantidade de pessoas). A escala não mede se um projeto atingiu seu objetivo. Isso acontece percebendo como o público foi impactado”.

Sobre a palestra em Maringá, o diretor do Itaú Cultural diz: “Além de falar, foi bom estar aqui para ouvir o que os produtores culturais de Maringá têm a dizer. Acho fundamental o trabalho que o ICI vem fazendo, que tem como princípio ampliar a profissionalização e a mobilização dos gestores culturais e artistas. A única forma de termos boas políticas públicas é aumentando a mobilização cultural, assim cada vez mais pessoas terão acesso à cultura. Isso também faz com que os artistas, produtores e curadores realizem projetos com mais energia, força e profissionalismo”, declara Eduardo.

Para Aníbal Verri, arquiteto e vice-presidente do ICI, Saron mostrou “perante sua grande experiência no mercado” que a ação do ICI é o “caminho para desenvolvimento da cultura e da educação”.

Destaque

Eduardo Saron foi eleito, na semana passada, como “Destaque Cultural do Ano” pelo Prêmio Governador do Estado para a Cultura 2018, promovido pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Ele foi escolhido por sua trajetória profissional e por sua contribuição para a democratização do acesso, incentivo, difusão e valorização da arte e da cultura.

FOTO: Walter Fernandes

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