No maior evento de cultura pop da América Latina, Sá Leitão destaca empenho do MinC no fortalecimento da indústria audiovisual

No maior evento de cultura pop da América Latina, Sá Leitão destaca empenho do MinC no fortalecimento da indústria audiovisual

O empenho do Ministério da Cultura (MinC) na criação de políticas de fortalecimento da indústria cinematográfica e no fomento a empresas que atuam na área de produção audiovisual foi destacado pelo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, no painel de debates Indústria Criativa e Novas Tecnologias do VFX (efeitos visuais), na tarde desta quinta-feira (7). Integrante da programação do primeiro dia da Comic Con Experience 2017, o ministro dividiu o painel com o supervisor VFX da Weta Digital, Dann Lemon, ganhador do Oscar de Efeitos Especiais neste ano.

Durante a palestra o ministro falou sobre a necessidade de fortalecer, por meio do poder público, a indústria audiovisual brasileira. Na avaliação de Sá Leitão, as condições para que isso aconteça são favoráveis, ou seja, o País tem um grande mercado consumidor – que cria uma base econômica -, profissionais atuantes, além de uma infraestrutura de produção ativa: “Nos últimos anos, fomos capazes de realizar muitos conteúdos para televisão, séries de ficção e de animação”.

O ministro reiterou que o MinC continuará o trabalho para elevar o Brasil à quinta maior indústria cinematográfica do mundo. “Estamos trabalhando com uma previsão de investir R$ 700 milhões por ano, com recursos do FSA, ou seja, R$ 7 bilhões em 10 anos. Se a aplicação desses recursos for feita com rigor, com qualidade técnica e com mensuração de resultados, vamos levar a indústria audiovisual brasileira para figurar entre as cinco melhores”, afirmou.

Sá Leitão ressaltou que o Ministério da Cultura segue no compromisso de contribuir, seja a partir da pasta ou da Agência Nacional do Cinema (Ancine), para a construção de uma indústria que tenha um peso ainda maior para a economia brasileira. “Estamos em um processo bem acelerado do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (CGFSA) e do Conselho Superior de Cinema, aprovando uma série de medidas que começam a ser implementadas no sentido de impulsionar esse crescimento, tendo como base uma política pública de investimento. A grande questão, a meu ver, diz respeito a uma necessária mudança de mentalidade, de encarar o audiovisual como uma indústria, um setor de promoção de desenvolvimento econômico, como se faz com o agronegócio”, declarou.

O ministro citou o exemplo dado por Dann Lemon adotado pela Nova Zelândia para atrair grandes produções internacionais àquele país. “O incentivo dado pelo governo neozelandês está na base de todo o desenvolvimento do VFX no país. Com o estímulo oferecido, produções cinematográficas importantes foram parcialmente realizadas em território neozelandês, utilizando serviços de produção local”, destacou.

Sá Leitão adiantou que o Comitê do FSA aprovou a criação de linhas de crédito para investimento e de crédito para o segmento de infraestrutura, incluindo as etapas de pré e pós-produção, o que abrange também o segmento de VFX, que está dentro dessa política: “Essa linha será fundamental para que as empresas possam crescer e se tornarem mais competitivas. Isso é inédito e vamos fazer a partir da reforma do FSA”. A ideia, segundo o ministro, é criar facilidades e estímulos para empresas especializadas em pós-produção.

A decisão do Conselho Superior de Cinema de se criar incentivo para a atração de produções internacionais também foi lembrada pelo ministro durante sua palestra. “A disputa é global. Somente nos Estados Unidos, 42 estados americanos oferecem incentivos fiscais para produções audiovisuais. Hoje existem mais filmes sendo feitos na Geórgia do que na Califórnia”, exemplificou.

Sá Leitão enfatizou que o Brasil tem condições de ter uma indústria audiovisual competitiva, capaz de disputar não apenas o mercado interno, como também o externo: “Com isso poderemos gerar ainda mais renda e emprego no Brasil. Atualmente, a indústria audiovisual já integra o campo da economia criativa. São atividades que respondem por 2,64% PIB, gerando mais de 1 milhão de empregos diretos. É um dos 10 setores que mais contribuem para o crescimento do País”.

O ministro afirmou que, embora o investimento e o crédito compõem um pilar importantíssimo para o desenvolvimento do setor audiovisual, outros fatores devem ser igualmente observados. “Questões como formação e capacitação de profissionais para a área também têm uma importância estratégica. Muitos pontos precisam ser mudados ainda, mais devemos fazer, prioritariamente, o que está o nosso alcance”, pontuou.

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O ministro elogiou a Comic Con que, para ele, se tornou o maior evento Business to Consumer (B2C) da indústria do entretenimento no Brasil. “É uma vitrine do crescimento exponencial da economia criativa e mostra todo o potencial que o mercado tem até mesmo em termos de massa de consumo, de interesse pelos bens e serviços criativos”.

Sá Leitão afirmou que o evento tem um forte papel para o desenvolvimento da economia criativa no País. O painel, ao abordar a questão VFX, permitiu uma maior aproximação entre o público e aqueles que produzem e da forma como produzem. “Há um grande fascínio sobre como a criação humana, a fantasia dos criadores se torna realidade nas telas”, completou.

Weta Digital

A produtora Weta Digital, localizada na Nova Zelândia, foi fundada pelo cineasta Peter Jackson, responsável, entre outros trabalhos, pelas trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit, de J.R.R. Tolkien. Dann Lemon supervisionou o trabalho de efeitos especiais da trilogia O Planeta dos Macacos.

 

Fonte: Imprensa Ministério da Cultura

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