Mostra de teatro “A arte em cena” é gratuita e conta com interpretação em Libras

Mostra de teatro “A arte em cena” é gratuita e conta com interpretação em Libras

Um novo projeto se inicia essa semana em Maringá. Trata-se da mostra “A Arte em Cena”, que ocorre de 4 a 8 de dezembro no teatro do Colégio Platão. Proposto pela Associação Céu de Capricórnio e realizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Santa Rita Saúde, a mostra terá nove espetáculos gratuitos, todos eles com interpretação em Libras.

Os principais objetivos do projeto são: contribuir para facilitar a toda a população de Maringá e região o livre acesso à cultura por meio da realização de mostras de teatro oferecidas gratuitamente a população; promover e estimular a regionalização da produção teatral, por meio da valorização de atores profissionais e amadores do Norte do Paraná; fomentar a produção teatral local por meio da realização de espetáculos de artes cênicas; estimular o conhecimento dos bens e valores culturais, mediante distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos de teatro.

“A Mostra é pensada para o final do ano, quando existem peças já encenadas de grupos profissionais e de grupos amadores, como mostras estudantis. Pensamos um fechamento de atividades ligadas ao teatro para o final de cada ano. Esse é o primeiro”, explica o coordenador e idealizador do projeto, Edson Pereira.

As apresentações irão acontecer no teatro do Colégio Platão, que comporta até 300 pessoas. É possível reservar ingressos com antecedência por meio do link https://goo.gl/forms/gUZMrZo3uFqIoa573 Na hora também é possível conseguir, mas sujeito à lotação do teatro.

Participam da programação alguns dos principais grupos e artistas de teatro de Maringá, como a Cia Manipulando, a Fanto Kid’s Teatro de Bonecos, a Cia Tipos & Caras, a atriz Márcia Costa, o Circo Teatro Sem Lona, a Cia Expressão de Amor e a Cia Faces de Teatro.

 

PROGRAMAÇÃO

04 de dezembro

20h – “O fantástico carrinho do homem que conta histórias”

(Danilo Furlan – Cia Manipulando)

 

21h15 – “Contos e encantos indígenas”

(Fanto Kid’s Teatro de Bonecos)

 

05 de dezembro

20h – “Conto ou não conto?”

(Cia Tipos & Caras)

 

21h15 – “Tempos de Cléo”

(Márcia Costa)

 

Dia 06 de dezembro

20h – “Branca de Neve – a nossa história”

(Circo Teatro Sem Lona)

 

Dia 07 de dezembro

20h – “O guarani – o amor de Peri e Ceci”

(Circo Teatro Sem Lona)

 

21h15 – “Ser ou não ser? Palhaço!”

(Expressão de amor)

 

Dia 08 de dezembro

20h – “O cravo e a rosa – uma nova canção” – categoria estudantil

(Cia Faces de Teatro)

 

21h15 – “Meu chão – um amor de outono”

(Cia Faces de Teatro)

 

Entrada gratuita.

Chegar sempre 30 minutos antes dos espetáculos.

Local: teatro do Colégio Platão

 

Sinopses

 

“O fantástico carrinho do homem que conta histórias”

(Danilo Furlan – Cia Manipulando)

O espetáculo começa como todo livro: com uma página em branco, que aos poucos vai envolvendo seus expectadores em histórias que colorem a vida. Um homem e seu fantástico carrinho carregam histórias de monstros que vivem em florestas e de monstros que vivem embaixo de camas; de galinha apaixonada que só pensa em agradar seu grande amor; de um cão que vive na rua e por onde passa só ouve dizerem “Sai, pra lá Vira Lata”, entre outras tantas histórias que podem sair do seu carrinho para encantar, colorir e alegrar a vida das pessoas.

Criação, execução e atuação: Danilo Furlan

Figurino: Marcos Verdeiro

Duração: 40 Minutos

 

“Contos e encantos indígenas”

(Fanto Kid’s Teatro de Bonecos)

Com o objetivo de resgatar as lendas e contos indígenas brasileiros, a Fanto Kid’s propõe aproximar o público dessas histórias por meio da animação de bonecos e objetos. Com duração de aproximadamente 40 minutos, os atores contadores de histórias levam o público a uma viagem por este universo da fauna, flora, encantos e magias. As três histórias escolhidas são “A lenda da Sereia Iara”; “A lenda da Vitória Régia” e “E o surgimento do fogo na tribo Kaingang”.

Atores bonequeiros: Rô Fagundes, Luara Fagundes Maranho, Iraquitan Fagundes

Duração: 40 Minutos

 

“Conto ou não conto?”

(Cia Tipos & Caras)

Adaptação e encenação de contos da autora Majô Baptistoni.

Elenco: Majô Baptistoni, Paulo de Almeida, Enderson Cristian, Flavio Magalhães, Altamir Cardoso

Direção: Majô Baptistoni e Altamir Cardoso

Cenografia e Figurino: Isabela Giovana

Técnico e Fotógrafo: Thiago Cortês

Duração: 50 minutos

 

“Tempos de Cléo”

(Márcia Costa)

“Tempos de Cléo” propõe um encontro ao ar livre. De repente, nos deparamos com a errante, uma acumuladora de histórias e seu corpo transbordado de memórias. Em uma pessoa está a lembrança de muitas: a alegria de Jéssyca, o amor da mulher que só por amar já vai pro céu, a simpatia do consertador de sapatos, o nervoso ex-militar da feira, o delicado vendedor de algodão doce, o intrépido homem que não toma remédio contra HIV e tantos outros e outras que estão nessa instigante jornada. No espaço de passagem ou na passagem do tempo fica o convite para saborear essas histórias.

Atuação: Márcia Costa

Direção: Gabi Fregoneis

Texto e Asistência de Direção: Carolina Santana

Música: Èdipo Ferreira

Produção: Rachel Coelho

Duração:60 minutos

 

“Branca de Neve – a nossa história”

(Circo Teatro Sem Lona)

A nossa história é o caminho tomado por quatro palhaços que propõe contar o clássico infantil, mas três dos quatro palhaços  discordam do original para a atualidade, então propõe mudanças na encenação que não seguem a mesma história do livro dos Grimm, utilizando músicas e personagens da nossa cultura popular brasileira , assumem como protagonistas da história Maria Bonita e Zé Belo , escolhidos pelos palhaços, ao invés de Branca de Neve e o príncipe, assim como outros personagens, como a Madrasta e a perseguição à menina pela inveja é assumida por outro personagem da cultura popular, inspirado em Câmara Cascudo, e os próprios anões são substituídos, trazendo à tona elementos, brincadeiras e cantigas da cultura popular.

Elenco: Danielli Pasquini, Pedro Ochoa, Pedro H. Daniel e Andressa Soares

Direção: Pedro Ochoa

Técnico e Produtor: Rafael Ochoa

Duração: 60 minutos

 

“O guarani – o amor de Peri e Ceci”

(Circo Teatro Sem Lona)

Primeiro espetáculo da Companhia, inspirado na obra de José de Alencar “O Guarani”, estreou em 1999. Utiliza linguagem e técnicas circenses para apresentar o amor platônico de Peri por Ceci, que podemos chamar de um mito brasileiro, em que o autor sugere a criação de uma raça pura para o país, deixando apenas Ceci e Peri em solos brasileiros para realizar essa missão. A história é encenada por quatro clowns, num picadeiro em que são valorizadas as cores e vegetações brasileiras.

Elenco: Elison Pereira, Mateus Moscheta, Rafaela Dumont e Pedro Ochoa

Direção: Pedro Ochoa

Técnico e Produtor: Rafael Ochoa

Duração: 60 minutos

 

“O cravo e a rosa – uma nova canção”

(Cia Faces de Teatro)

Fala sobre a capacidade que todos temos em dar uma novo rumo à nossa história, quando assumimos ser protagonistas dela! A peça traz as características da cultura “”Do Pé Vermelho””, típico jeito do interior do Norte do Paraná.

Duração: 40 minutos

 

“Meu chão – um amor de outono”

(Cia Faces de Teatro)

O romance se passa numa noite chuvosa de outono. O tempo que não é cronológico marca o encontro Eu-Tu. Dois corpos, duas almas, dois pensamentos, duas histórias, mas que se confundem, se misturam. Como a estação, este encontro é passageiro, mas as marcas falam do calor que se finda e do frio que renasce em cada ano. Real? Talvez. Não mensurável.  A história narra o canto de dois amigos, Antônio (significa “valioso, “de valor inestimável”, “digno de apreço”) e Thomas (significa “gêmeo”, vem do nome aramaico Ta’ama, que significa literalmente “gêmeo”. Versão americana de Tomás, Tomé.), que vivem o encontro desinteressado, o que oportuniza a possível chance de abraçar a si mesmos. O ato causa o questionamento: eram dois atores, duas histórias, ou uma só? Um só?

O amor encontrado os faz tocar o tempo, sentir o chão.

Palavras do autor: Certamente após essa descoberta existencial, num encontro como esse diria eu mesmo – “Meu Chão”.

Duração: 70 minutos

programação final

 

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