“Sala dos Suplícios: o dossiê do caso Clodimar Pedrosa Lô” ganha edição revisada e ampliada

“Sala dos Suplícios: o dossiê do caso Clodimar Pedrosa Lô” ganha edição revisada e ampliada

Obra conta a história do menino pobre e migrante nordestino, que teve a vida ceifada -injustamente – na cidade de Maringá

“A tragédia mais complexa da cidade de Maringá”, é assim que Miguel Fernando, gestor cultural e autor do livro, descreve a história de Clodimar Pedrosa Lô. O fato ganhou repercussão por se tratar de uma barbárie, quando – em 23 de novembro de 1967 – o migrante nordestino foi torturado e morto pela polícia. Os assassinos justificaram a ação o acusando, injustamente, de furto no hotel (extinto Palace Hotel) onde trabalhava.

Mesmo após a comoção popular gerada na época, a história continua viva na lembrança dos maringaenses. Prova disso são as visitas constantes ao túmulo de Clodimar, no Cemitério Municipal. Há quem diga, ainda, que o jovem (pois morreu aos 15 anos de idade) se tornou uma espécie de santo popular. “Ele foi submetido a todo tipo crueldade. O menino não suportou e faleceu. Os autores da tortura, os policiais Manoel Gerson Maia e Benerval Merêncio Bezerra, fugiram, mas foram presos no Maranhão e soltos tempos depois mediante habeas corpus. O pai do menino, Sebastião Pedrosa Lô, que morava no Ceará, viajou a Maringá para, quase três anos após a morte do filho, matar Atílio Farris. Este era gerente do hotel onde Clodimar trabalhava; o pai, por entender que aquele era um dos responsáveis pela morte do menino, cometeu o crime. Levado a júri popular por três vezes, Sebastião foi absolvido”, conta Miguel.

O autor também descreve que se trata de uma obra envolvente, muito importante não só ao público da área jurídica, mas, sobretudo, ao leitor atento aos fatos históricos da cidade de Maringá e aos episódios da ditadura no Brasil. “A 2ª edição, revisada e ampliada, marca os 50 anos do caso e agora agrega documentos históricos, como o relatório do capitão Luiz Gastão Richter. O anexo contém detalhes da saga da perseguição, no interior do Maranhão, aos dois soldados que torturaram e mataram Clodimar Lô”.

O projeto conta com o patrocínio da Crivialli do Brasil, Sicoob, Unicesumar e Viapar, além do apoio da Lettera Propaganda, ACIM, Cosmos Filmes e O Diário, e o incentivo à cultura fica por conta do Instituto Cultural Ingá.

O lançamento, que é aberto ao público, está marcado para o dia 30/11 (quinta-feira), às 19h, no auditório Dr. Miguel Kfouri Neto (ACIM).

Veja mais sobre o caso neste vídeo produzido pelo próprio autor: https://www.youtube.com/watch?v=vQAQnp9av-M&t=1s

Convites com todas as logos

Fonte: Assessoria de imprensa ICI

 

 

 

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