Em Maringá: especialista esclarece dúvidas sobre Projetos Culturais

Em Maringá: especialista esclarece dúvidas sobre Projetos Culturais

06Palestra será ministrada, gratuitamente, no início de novembro

Com realização do Instituto Cultural Ingá (ICI), a palestra “Projetos Culturais: do que se trata?” é uma nova oportunidade para informar e reunir o cenário cultural de Maringá e região. O objetivo do projeto é elucidar, muitas, questões atuais sobre os limites, burocracia, criatividade, práticas e viabilidade que circundam o setor.
A palestra será ministrada por Miguel Fernando, executivo do Instituto Cultural Ingá (ICI), especialista em gestão e políticas culturais pela Universidade de Girona, na Espanha. Miguel também tem ampla participação em projetos regionais e nacionais, como idealizador, produtor, gestor, captador de recursos e apoiador, além de incentivar diversos produtores da região. “Discutir assuntos inerentes a produção cultural é o mesmo que já estar fazendo cultura. Toda produção precisa de um começo, de um meio e um fim. Com essa palestra, esperamos criar mais uma alternativa para ampliar os horizontes dos nossos gestores”, diz.
Miguel complementa que não existem fórmulas prontas para estruturar projetos culturais, mas que há caminhos menos sinuosos para cumprir essa tarefa. “O passo inicial é saber que existe um abismo entre Cultura e Arte. Enquanto uma trata de aspectos criativos, a outra propõe limites e processos burocráticos. Sem a conciliação desses dois elementos, não há a mínima chance de um projeto ser proposto como elemento estratégico. Sem estratégia, não há mercado. Sem mercado, não há patrocínio. Sem patrocínio, o projeto não entra em execução. É um ciclo complexo”. Nessa mesma linha, o palestrante antecipa que “às vezes, os agentes culturais reclamam que falta investimento e patrocínio. Que as empresas não se interessam por este ou aquele projeto. É necessário, antes de criticar o exterior, entender o que podemos fazer de melhor, potencializando o interior, ou seja, os nossos projetos. Essa palestra foi pensada para desestabilizar, tirar os produtores culturais da zona de conforto”.
Durante sua especialização, viabilizada por meio do programa de profissionalização do Itaú Cultural, Miguel Fernando desenvolveu pesquisas em três linhas específicas: gestão cultural por meio da metodologia comparativa; políticas públicas aplicadas à cultura; micropolíticas culturais. Seu artigo final teve como foco esse último campo da gestão cultural, onde ampliou a análise acerca de um polêmico tema em Maringá: se o cachorro-quente deveria ou não ser considerado prato/lanche típico da cidade.
A palestra está marcada para o dia 09/11 (quinta-feira), às 19h, no Auditório Ângelo Planas (ACIM). As inscrições podem ser realizadas no link que segue abaixo:
https://goo.gl/koG7CY

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