Maringá recebe Workshop de defesa pessoal para mulheres

Maringá recebe Workshop de defesa pessoal para mulheres

Ação também tratará da emancipação feminina e a importância do deslocamento da mulher da posição de vítima

Meditação, compartilhamento de vivência, técnicas de defesa pessoal e empoderamento feminino estão entre os módulos que serão apresentados no próximo dia 18, segunda-feira, no Workshop “Empodere-se – Defesa Pessoal para Mulheres”. O curso será ministrado na Rua Gáspar Ricardo, 456 (sede da Peugeot Chanson), das 19h às 23h.

Organização – O evento é organizado por um grupo de mulheres, que encontraram um interesse em comum: informar, conscientizar e agir para evitar que os índices de violência contra a mulher continuem a aumentar.

Amanda Lemes é bacharel em Direito (UEM), mestre em Políticas Públicas e Gestão (FLACSO), trabalhou quatro anos como investigadora e escrivã da Polícia Civil do Paraná, atuando na área de atendimento às vítimas de violência doméstica. Kayna Bueno estudou Administração de empresas e é sócia proprietária da empresa Camera Rock – especializada em produção de eventos e audiovisual. E, por fim, a bacharel em Direito, Pâmela Valdez, que também é pós-graduanda em Psicologia Investigativa: Criminal Profiling pelo Instituto Paulista de Estudos Bioéticos e Jurídicos. No setor público, Pâmela criou e executou projetos inéditos de política pública voltados à juventude frente a diversas prefeituras do estado do Rio de Janeiro. Além da organização, Amanda e Pâmela serão instrutoras de técnicas de defesa pessoal no Workshop. O projeto também conta com o fomento à cultura do Instituto Cultural Ingá (ICI).

Projeto – O “Empodere-se Defesa Pessoal para Mulheres” foi desenvolvido a partir de uma pesquisa – de dois anos -, com mais de duas mil mulheres. Os casos levantados trouxeram à tona situações que vão desde agressões psicológicas, passando por lesões corporais no âmbito doméstico, tentativas de estrangulamento, assédios sexuais em locais de trabalho e em ambientes públicos. “Na maioria dos casos, as mulheres relataram limitações em dois âmbitos: primeiro, o fato de ficarem paralisadas diante as abordagens violentas; segundo, mesmo quando não paralisavam, expressaram sua inabilidade técnica para sair de tais situações”, explica Amanda.

Problema Social – Conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 1980 e 2013, mais de 106.000 mulheres foram assassinadas no Brasil. Para Pâmela, a violência contra as mulheres representa um grave problema social que atinge mulheres de todas as faixas etárias, das mais variadas classes sociais, regiões geográficas, grupos étnico-raciais, níveis de escolaridade, orientação sexual e religião. “Fatos recentes que chocam a sociedade, como o homem que ejaculou em uma mulher dentro de um ônibus na avenida Paulista, estupros coletivos, assédios no trabalho, altos índices de violência doméstica são alguns casos que dimensionam a importância social do que está proposto no Workshop”, relata.

Conteúdo – O primeiro módulo promoverá a Meditação das participantes. De acordo com Pâmela, é neste momento que as mulheres serão guiadas a um processo de autoconhecimento, com foco na reflexão sobre sua autoestima, amor-próprio, medos e culpas. “No segundo módulo, as participantes serão instigadas a responderem perguntas como: “o que é ser mulher para você no mundo de hoje?”, “qual sua trajetória?”, e “por que sentiu necessidade de procurar conhecimento em autodefesa?”. No terceiro instante serão apresentadas as Técnicas de Defesa Pessoal, bem como a percepção do ambiente e dos perfis agressores”. Segundo as organizadoras, as técnicas de autodefesa que serão tratadas no Workshop poderiam evitar 90% dos 2.000 casos estudados.

O quarto e último módulo, que trata sobre o Empoderamento Feminino, faz a interface da autodefesa com o processo de autonomia feminina. “A maior parte das mulheres encontra-se em estado de alienação, no que tange a sua própria segurança. Fomos culturalmente ensinadas a sermos protegidas por nossos pais, irmãos, namorados, maridos e pelo Estado. No entanto, nem sempre isso é uma realidade no mundo em que vivemos. A maior parte das agressões são cometidas por esses mesmos agentes “protetores”, ou ainda, mesmo que estes cumpram fielmente tal papel, não podem proteger a vida e a integridade física das mulheres a todo o tempo. Além disso, neste módulo trabalha-se a ruptura de um paradigma, a saída da posição de vítima que socialmente nos é imputada, pois, simbolicamente, se a mulher passa a se sentir capaz de dar conta de sua defesa, cria recurso interno para perceber que é capaz de inúmeras outras coisas que talvez não tivesse consciência”, finaliza Amanda Lemes.

Inscrições – As inscrições têm o custo de R$ 100 (cem reais) e podem ser realizadas no Salão Bonina – Avenida João Paulino Vieira Filho, 305 – ou pelo telefone (44) 99739-6481. Preços especiais para o Clube de Assinantes do O Diário, universitários, colaboradores da UNINGÁ e advogadas credenciadas a OAB de Maringá.  Haverá espaço e monitores para crianças.

 

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Assessoria de Imprensa ICI – Danielle Corrêa

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