Ticnova 2017 foca na inovação e criação de empresas

Ticnova 2017 foca na inovação e criação de empresas

Maior novidade é na maratona de programação: inscritos deverão criar tecnologia para drones e testá-la no centro de Maringá

O desenvolvimento da tecnologia requer investimentos em inovação que se transformem em aplicações práticas, facilitando a vida das pessoas e, com isso, potencializando a criação de novos negócios. Esta é a aposta da 5ª edição do TICNOVA, evento do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) de Maringá e região, que será realizado entre os dias 22 e 24 de agosto.

Segundo a presidente da Software by Maringá, Rafaela Campos, duas preocupações estão norteando a organização do TICNOVA. “O conteúdo será de altíssimo nível, com palestras que realmente farão a diferença no dia a dia do público, e estamos criando uma ambientação criativa para que as pessoas respirem inovação durante todo o evento”, frisa.

A abertura será realizada no Teatro Calil Haddad no dia 22 de agosto, a partir das 19:30, com palestra magna do Cientista Chefe da IBM Brasil, Fabio Gandour. Ele abordará o tema Inteligência Artificial e terá como subtema Computação Cognitiva.

Nos dois dias seguintes serão realizados minicursos, palestras e workshops, sempre no Sebrae. Este ano, as trilhas do TICNOVA serão: Dev (desenvolvedores), Biz (Empresários) e StartUp. O evento reunirá empresários, profissionais, professores, pesquisadores e acadêmicos do setor de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação).

As palestras, minicursos e workshops serão voltados a temas estratégicos da área. O objetivo é promover a integração de pessoas, incentivar a geração de empresas, produtos e serviços inovadores por meio de atualização tecnológica, difusão de tendências, aplicação de conceitos e geração de inovação. Mais detalhes da programação podem ser conferidos no endereço do evento – ticnova.com.br.

Os realizadores do TICNOVA são a Software by Maringá (SbM) e o Sebrae. São correalizadores o APL de Software, o Armazém Digital, a Assespro Paraná, o Centro de Inovação de Maringá, o Senai e o SindTi.

A consultora do Sebrae/PR, Érica Sanches, que integra a equipe organizadora do evento, explica que o objetivo do TICNOVA é promover a integração de pessoas, gerando a criação de empresas, produtos e serviços inovadores por meio de atualização tecnológica, difusão de tendências e aplicação de conceitos de inovação.

“O TICNOVA vem para consolidar todas as ações realizadas durante o ano pelo ecossistema de startup e de tecnologia da região. Ele trará uma abordagem diferenciada, mostrando as inúmeras oportunidades que existem no empreendedorismo de inovação, trazendo tendências, promovendo a criação de novos negócios e o surgimento de novas startups. É um momento de renovação do conhecimento para os próximos desafios”, explica a consultora

Maratona de programação

Denominada Desafio TICNOVA, evento tradicional do TICNOVA, a maratona de programação deixou o formato tradicional dos hackathons, realizados em 24 horas ininterruptas, para se tornar mais atrativa e efetiva. Entre as mudanças, os participantes sabiam previamente o tema proposto para o desafio – criar uma tecnologia que permita a entrega de medicamentos por meio de drones – e tiveram mais tempo para o desenvolvimento.

São 32 concorrentes no Desafio TICNOVA, divididos em nove equipes, representando as empresas Benner (equipe Bitstorm), DB1 (DB1 Inova e Air Dudv), Gumga (Esquadrilha Abutre), e SG Sistemas (SG Sistemas 2 e 3RM), e as instituições de ensino superior Unicesumar (Artic Tech e Dark Side) e Unifamma (Unifamma).

Eles participaram, no sábado, dia 29 de julho, de um treinamento especial sobre drones, o Drone Tech Day. “Fizemos uma imersão na tecnologia destes equipamentos e falamos sobre o potencial de mercado, as demandas atuais por tecnologias embarcadas e principalmente, com foco em desenvolvimento de softwares para integrar os drones às necessidades reais”, explica Ricardo Matiello, um dos coordenadores do Desafio TIC Nova.

No dia 13 de agosto, foi realizada a etapa de desenvolvimento e validação do Desafio em Drones. Todas as equipes cumpriram o desafio proposto, realizando suas missões sem a intervenção de um piloto, usando apenas algoritmos de software para gerar e executar o voo.

O anúncio da equipe vencedora, que receberá um prêmio de R$ 5 mil, será realizado no dia 22 de agosto, na abertura do Evento TicNova. Além da primeira colocada, mais duas equipes serão aceleradas no EVOA, para que suas soluções possam chegar a ser comercializadas, impactando positivamente o mercado profissional de Drones.

As três finalistas também terão à disposição uma equipe de mentores que discutirá a viabilidade e as condições de inserção da tecnologia no mercado. Entre os mentores estão Ilson Rezende, presidente do Armazém Digital, e um dos organizadores do Desafio TICNOVA; Jefferson Nogaroli, presidente do Sicoob Unicoob; Ideval Curioni, presidente do Sicoob Metropolitano; Joaquim Cardoso e Walcir Franzoni, empresários da área de tecnologia, entre outros.

Drones

O uso de drones no desafio não é por acaso. Maringá está se preparando para ser grande produtora de tecnologia embarcada nestes equipamentos. Graças a uma parceria firmada entre a SbM e a DJI, a maior fabricante de drones do mundo, foi criado um grupo que trabalhará no desenvolvimento de tecnologia voltada exclusivamente para o equipamento. Um dos parceiros do projeto é a Aldo Componentes Eletrônicos, que revende drones no país.

O projeto também está em consonância com o Masterplan, um Planejamento Socioeconômico de Maringá para 2047. Estudos feitos para o Masterplan indicaram o grande potencial das empresas de alto valor agregado e que a cidade está apta a desenvolver tecnologia para o mundo.

Ricardo Matiello frisa que as alianças estratégicas entre as empresas locais que abraçaram a causa, a DJI e a Aldo, permitirão o desenvolvimento de tecnologias que podem ser embarcadas nos drones e exportadas para qualquer país.

A própria empresa de Matiello já desenvolveu um software para drones, voltado para o setor do agronegócio, com potencial para ser exportado para toda América Latina e com investimento relativamente baixo em relação a outras tecnologias.

 

 

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