Diversidade marca palestra do Professor Teixeira Coelho

Diversidade marca palestra do Professor Teixeira Coelho

Estiverem presentes acadêmicos, produtores culturais, empresários, gestores e estudantes. 200 pessoas compareceram ao evento

Pouco mais de duas horas foram o suficiente para inundar o auditório Dr. Miguel Kfouri Neto, na ACIM, de muita informação e inúmeras dúvidas. De um lado o Professor Teixeira Coelho, sempre instigante e provocador, do outro os 200 participantes, que se inscreveram previamente para garantirem suas vagas. Representando a SEMUC, Rael Toffolo, secretário da Cultura de Maringá, esteve presente no evento reafirmando a parceria da entidade junto ao Instituto Cultural Ingá (ICI) – idealizador da palestra. Miguel Fernando e Anibal Verri foram os representantes do ICI.

Participação – Durante a palestra, Teixeira Coelho – um dos principais pesquisadores sobre política cultural no Brasil – abordou de forma muito completa as principais diferenças entre arte x cultura e os cinco desafios na área de gestão cultural. Para o professor, doutorando em História, com ênfase em Patrimônio Cultural, João Paulo Pacheco, a palestra foi extremamente estimulante, principalmente em uma sociedade carente de políticas públicas. “É preciso estar atento de que mudanças são sempre necessárias. Mas, relevo que é de vital importância saber da base, ou seja, diferenciar o que é arte e o que é cultura, distanciando do conceito antropológico que afirma que tudo é cultura”, explica o professor.

Diante a indagação de João Paulo, é preciso entender que durante a palestra, Teixeira Coelho foi enfático “A função da arte é ser única e gerar questionamento, já a cultura se repete e abriga as pessoas. O que a cultura constrói a arte quer destruir. Em suma, é uma questão ética com a terminologia, quanto ao peso das palavras e sua realidade”. Teixeira aproveita para estabelecer uma ligação entre as definições e o campo da gestão cultural. “É preciso entender essa distinção, uma vez que a gestão pública estabelece princípios gerais para arte e cultura”, complementa.

Intervenção – Teixeira também expos seu ponto de vista sobre a intervenção do Estado na prática cultural. Sobre este assunto o palestrante reiterou que os brasileiros vivem a mercê de um país centralizador. “Se tudo acontece na cidade, porque tudo precisa depender do estado, da federação. A cidade pode e deve ser independente no que ela acredita ser o melhor para ela”, encerra.

Novidades – O ICI promoverá no próximo dia 11/05 mais um evento gratuito. Desta vez, o tema abordado será a Lei Rouanet. De acordo com Miguel Fernando, diretor executivo do ICI, o instrumento é alvo de críticas severas acerca de seu formato de funcionamento. “Embora fosse o objetivo das gestões anteriores do Ministério da Cultura de proporcionar um novo instrumento que viesse em substituição a atual legislação, em março desse ano optou-se pela publicação da Instrução Normativa nº 1/2017 (IN), que apresentou novas orientações visando reduzir algumas das discrepâncias proporcionadas pela legislação”, afirma. A palestra gratuita será ministrada por Edson Pereira, consultor cultural, e apresentará todos os detalhes da nova Instrução Normativa.

 

FONTE: Ascom ICI | Daniele Corrêa – Mobi Comunicação (44) 3034-1812

Cultura em movimento!

Comentários

comentários

Sobre o autor

Você também poderá gostar

Nacional

“Pela cultura se constrói a identidade de uma sociedade”

Medir o bem-estar de uma sociedade é algo complexo. São mais de sete bilhões de pessoas espalhas pelos quatro cantos do globo e com enorme diversidade nos mais diferentes aspectos

Nacional

Netflix vai aumentar investimentos na produção de conteúdo brasileiro

Após uma semana nos Estados Unidos divulgando o potencial da indústria criativa brasileira, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, retorna ao Brasil nesta segunda-feira (6) com boas notícias para

Notícias

Editoras independentes levam a maioria das categorias no Prêmio Biblioteca Nacional

Foi das editoras independentes o protagonismo no Prêmio Biblioteca Nacional deste ano. Casas pequenas, como a Abacate ou a Mondrongo, levara sete das nove categorias do troféu literário. Os resultados