Empresas de games e softwares precisam trabalhar em conjunto, afirma especialista

Empresas de games e softwares precisam trabalhar em conjunto, afirma especialista

Realizada pelo Instituto Cultural Ingá e Software By Maringá, palestra sobre o mercado brasileiro de games propõe sincronismo entre áreas. Atualmente, o segmento de jogos conta com recursos da Lei Rouanet

 

Criada em 2004, a Abragames é o resultado da junção entre produtoras de games do mercado brasileiro e a necessidade de facilitar o trabalho de desenvolvedores de jogos no país. Com um corpo diretor completamente voluntário, hoje a Abragames possui associados em todo o Brasil. Basicamente, a associação tenta ajudar o setor de desenvolvimento de games de diversas formas: seja com parcerias que levam os jogos brasileiros para o exterior, ou com avanços políticos para conversar sobre o futuro da indústria no país. Os progressos em parcerias com entidades para exportação de produtos, como a Apex, por exemplo, são alguns dos outros esforços da associação.

Ronaldo Valentino da Cruz é diretor da Abragames e esteve em Maringá, na noite desta quinta-feira (23), para conduzir a palestra “O Mercado Brasileiro de Games”. O projeto contou com a realização do Instituto Cultural Ingá (ICI), da Software by Maringá e com o apoio da Abragames. O objetivo foi fomentar a discussão acerca do mercado de games e sua ligação com a cultura, criatividade e tecnologia.

Panorama – Em oito anos, o número de empresas desenvolvedoras de games aumentou em quase 600%. Já o faturamento do setor no país cresceu 25% entre 2014 e 2016. “Hoje, são aproximadamente 300 empresas de games no país”, afirma Ronaldo. Segundo a Abragames, perante o levantamento realizado pela NewZoo, uma das principais condutoras de pesquisas sobre a indústria dos games no mundo, em 2016 o setor faturou US$ 1,6 bilhão no Brasil, um aumento de 25% em relação a 2014, quando o mercado brasileiro de jogos digitais movimentou US$ 1,28 bilhão.

No final do ano passado, a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) anunciou a liberação de R$ 10 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para a criação de jogos nacionais. O que ratifica a credibilidade do setor perante o mercado cultural nacional. “Há alguns anos o conceito de games passou a fazer parte de uma das categorias da Lei Rouanet. O primeiro game – que contou com a disposição deste aporte – foi lançado em 2013, com recursos de 350 mil reais. O que gerou um debate muito grande. Mas o Ministério da Cultura juntamente com a cadeia produtiva de software e tecnologia, especialmente a Abragames, conseguiram provar que os games são um elemento da cultura, porque tem roteiro, sonoplastia, história e, portanto, pode ser considerado um filme”, explica Miguel Fernando, diretor executivo do Instituto Cultural Ingá. O diretor ainda acrescenta “O ICI atua para formar o maior número de produtores – de qualquer segmento – e apresentar os recursos que adentram o  mercado cultural”.

Reconhecimento – Ao todo, 160 inscritos participaram do evento, o que representa a força do tema na economia regional. De acordo com a Rafaela Campos Benatti, presidente da Software by Maringá, a palestra propôs uma séria discussão sobre o impulsionamento do mercado nacional e internacional de software e games. “Podemos transformar Maringá e região em um polo de inovação. Basta que estejamos abertos a parcerias que promovam uma mudança de comportamento no formato de trabalho. Na área de tecnologia tudo é possível”, declara a presidente. Para Ronaldo, palestrante e diretor da Abragames, as empresas de softwares podem aprender com as empresas de games e vice-versa. “Podemos trabalhar em conjunto, agregando competências para gerar um mercado mais atuante e melhor. O resultado sempre será a criatividade e a inovação”, encerra.

 

Fonte: ASCOM ICI / Mobi Comunicação

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