Formação de público: alguns conceitos, por José Carlos Durand

Formação de público: alguns conceitos, por José Carlos Durand

A que conceitos e teorias podemos recorrer quando o assunto é implantar e gerir programas de aumento da frequência a instituições culturais? O sociólogo José Carlos Durand seleciona e comenta alguns conceitos e tipologias que nasceram de estudos feitos sobre a formação de público para a cultura. Leia um trecho abaixo:

“Ampliar a frequência de público a instituições culturais é tão mais importante quanto maior a concorrência entre elas e quanto menor a tolerância coletiva a gestores resignados a espaços vazios e recursos ociosos.

A competição cada vez mais forte, difusa e onipresente das indústrias culturais a instituições artísticas mantidas com dinheiro público ou por patronos conservadores – e, muitas dessas últimas, seguras, desde sempre e para sempre, da qualidade de seus artistas, repertórios e acervos –, é certamente a incitação mais forte à preocupação com a “formação de públicos”.

É claro que outras mediações bem conhecidas precisam ser lembradas. Por exemplo, a expansão social dos diplomas e a profissionalização dos intermediários culturais, a intensificação do turismo etc. Entre as demais, o avanço da tecnologia eletrônica que serve ao monitoramento cruzado de bilheterias, de fluxos de pessoas e de programações, permitindo visão instantânea de toda a oferta cultural em determinada localidade.

Vistas tais e tantas mudanças sob a ótica da gestão, a questão básica acaba sendo a seguinte: a que recursos de experiência e conhecimento recorrer hoje em dia quando o assunto é traçar, implantar e gerir programas de aumento da frequência a instituições culturais?

Como essa análise tem base na sociologia e não reivindica utilidade na área de políticas públicas ou de administração, não cabe muito aqui discutir procedimentos e estratégias mais a calhar com outros universos de análise e com visão mais “aplicada”, por mais valiosas que essas técnicas costumem ser.”

Leia o artigo completo clicando aqui.

José Carlos Durand é sociólogo, com interesse em entender os espaços artísticos e sua autonomia em relação à sociedade. As interfaces entre arte, poder e mercado o levaram a escrever Política Cultural e Economia da Cultura (2013). Nos estudos para o livro, se deparou com a questão da formação de público. Tem também publicações acerca da arquitetura e das artes plásticas no Brasil, da moda e da publicidade. Seu livro mais recente, Incômodos Best-sellers, USA. Publicidade, Consumo e seus Descontentes (2015), recebeu o Prêmio Jabuti 2016 na categoria Comunicação.

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