Yamandu Costa e a magia do violão de sete cordas como você nunca viu
16 de agosto de 2016 1556 Visualizações

Yamandu Costa e a magia do violão de sete cordas como você nunca viu

Instrumentista gaúcho, um dos maiores violonistas brasileiros, que acaba de vencer o 27º Prêmio da Música Brasileira se apresentará na cidade em agosto

A função do sete cordas na música brasileira chegou no galope do choro de Pixinguinha, no início do século 20. Ironicamente, um saxofonista tenor desenharia o formato do contraponto que todas as ramificações de uma árvore chamada Dino Sete Cordas consagraria depois como “baixaria”. O sete fez longas caminhadas, sobreviveu à supremacia do seis cordas mesmo durante a avassaladora bossa nova e se espalhou com força por outros terrenos nos anos 2000 para viver, hoje, um de seus melhores momentos com Yamandu Costa.

Apesar de servir de pilar para o surgimento do choro e do samba, o violão de sete cordas, assim como o de seis, não é brasileiro e sua origem podem ser várias. Na série documental do Canal Brasil “Sete Vidas em Sete Cordas”, veiculada em dezembro do ano passado e disponível na internet, Yamandu investiga a origem do  instrumento visitando diversos países e violonistas pelo mundo. São seis documentários com 50 minutos de duração cada, com direção de Pablo Francischelli, da produtora Doble Chapa, e bela fotografia de Rita Albano.

Com 36 anos, Yamandu Costa ostenta discografia repleta de parcerias e prêmios importantes. São pelo menos 18 discos gravados desde Dois tempos, o primeiro, lançado em 2000, com destaques para Yamandu+Dominguinhos (2007), gravado com o mestre do Baião, e Luz da Aurora (2009) gravado com o bandolinista Hamilton de Holanda. Em Maringá, Yamandu vai se apresentar no dia 20 de agosto, no Teatro Calil Haddad, com o patrocínio da Genko e o apoio de Hotsoft Software Laboratorial, Prefeitura Municipal de Maringá e Copacabana Print, incentivo à cultura do Instituto Cultural Ingá e realização de Cottonet-Clube.

 

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Yamandu em Maringá, sábado dia 20

Se houve um tempo em que a música instrumental foi tabu em Maringá, ele ficou pra trás. Hoje, a sempre consagrada cidade-canção, recebe esse estilo de braços e sorrisos abertos, respondendo positivamente a aposta de produtores que investem nesse estilo musical. Experiências como os cinco anos do Maringá Jazz Festival, o show com o mestre Hermeto Pascoal e, mais recentemente, a calorosa acolhida a Hamilton de Holanda no Ecos do Ingá – Mostra de Música Instrumental, promovida pelo Cottonet Clube em parceria com o ICI, mostram que a formação do público maringaense está muito bem encaminhada.

Repetindo a dobradinha de sucesso, ICI e Cottonet Clube agora preparam para agosto a vinda daquele que é um dos maiores, senão o maior, violonista brasileiro. Yamandu Costa não é só uma autoridade em nossas terras, como também coleciona projeção internacional em parcerias com orquestras como Orquestra Nacional da França, MDR Leipzig Radio Symphony Orchestra (Alemanha) e Orquestra Filarmônica de Calgary (Canadá). E foi justamente com uma dessas parcerias que o gaúcho de Passo Fundo acaba de vencer o 27º Prêmio da Música Brasileira na categoria “Melhor Álbum Instrumental”, por Tocada à Amizade, composto juntamente com Alessandro Kramer (acordeom), Luis Barcelos (violão sete cordas) e Rogério Caetano (bandolim).

“A música instrumental é uma linguagem universal, chega a todos sem restrição, é a música no seu estado mais puro”, explica Paulinho Schoffen, músico e produtor responsável pelo Cottonet-Clube. “Quando apresentamos a música instrumental nas produções do Cottonet-clube, a principal intensão ainda é alcançar o objetivo do projeto: resignificar o valor artístico da música. Apresentar a proposta da música sem letra, onde os instrumentos são a frente e não é voz e desafiador, porém gratificante, visto a reação do público nos últimos projetos como”, completa, citando “A música Instrumental pede passagem”, “Natal em Jazz”, “O Passeio da Música Instrumental” e “Ecos do Ingá”. Para Schoffen, a vinda de um artista como Yamandu Costa vai reforçar ainda mais o caminho que segue e o show deve deixar as pessoas impressionadas com a força do instrumento.

Para o diretor executivo do Instituto Cultural Ingá, Miguel Fernando, Maringá já provou por diversas oportunidades que sabe reconhecer e valorizar os grandes nomes da música instrumental. “Não adianta só termos o título de ‘cidade-canção’. Precisamos viver a música em todos os locais. Espetáculos como este tendem a abrir as portas para que os locais valorizem cada vez mais a cultura que se é produzida na própria cidade. É uma maneira de mostrar que devemos valorizar o que é nosso. Por isso, Yamandu é fundamental nesse processo, mostrando que o violão é uma arte genuinamente brasileira”. Criado na música folclórica do sul do país, Yamandu desenvolveu seu talento conhecendo e costurando diversos ritmos como  choro, bossa nova, milonga, tango, jazz, samba e chamamé, o que torna a tarefa de enquadrá-lo em um ritmo praticamente impossível.

 

Serviço:

Show com Yamandu Costa

20 de agosto / 21h

Teatro Calil Haddad Entradas: R$ 60 (meia-entrada) / R$ 120 inteira (1 lote)

Ponto de venda: Genko Mix / Maringá Park

Link do evento -> https://www.facebook.com/events/599182610241957/permalink/600920890068129

 

Tem direito à meia-entrada:

  • Estudantes do ensino fundamental, médio e superior
  • Pessoas acima dos 60 anos
  • Músicos profissionais e estudantes de música
  • Professores da rede de ensino público e privado
  • Doadores de sangue e de medula óssea
  • Pessoas com necessidades especiais e um acompanhante
  • Clube do assinante “O Diário”

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