Plano Municipal de Cultura abre para consulta pública

Plano Municipal de Cultura abre para consulta pública

Representantes eleitos em plenária farão parte da gestão 2016-2018

Quem trabalha ou pretende trabalhar com a carreira artística precisa estar atento a essa mudança: o novo Conselho Municipal de Cultura de Maringá acaba de eleger os representantes de cada segmento, que vão compor o colegiado responsável por demandar mudanças para o setor cultural. Trocando em miúdos: é uma boa hora para reunir a classe e discutir ideias para serem executadas nos próximos anos.

No dia 18 de junho foi realizada a Conferência Municipal de Cultura, plenária em que são escolhidos os representantes de cada segmento dentro do Conselho. Na ocasião, também foram discutidas e escolhidas as metas e diretrizes que pretendem compor o Plano Municipal de Cultura para os próximos dez anos. Pouco mais de um mês depois o documento que contém essas escolhas está aberto para consulta pública e você pode participar clicando aqui.

Depois da participação popular, o Plano será redigido pela nova equipe do Conselho Municipal e segue para aprovação na Câmara e posterior sanção do Prefeito. Se todo esse processo acontecer dessa forma, as metas estabelecidas ganham caráter de lei e vão conduzir os trabalhos da pasta da Cultura pelos próximos 10 anos, independente das mudanças de gestão que ocorram nesse período.

 

Sobre o Conselho

Na teoria, o Conselho Municipal de Cultura tem o papel de unir poder público e a sociedade para debaterem mudanças que viabilizem o crescimento da produção cultural do nosso município. Metade do colegiado é composto por nomes indicados pela Gestão do Executivo local, representantes governamentais, e a outra metade é formada por representantes dos artistas, produtores, pesquisadores, que são eleitos em plenária a cada dois anos – considerados não governamentais.

Na prática, ainda há muito a ser feito, mas os passos estão sendo dados. Para eleger os novos representantes que vão atuar nos anos de 2016 a 2018, por exemplo, a gestão anterior organizou durante dois meses encontros setoriais com o objetivo de reunir, apresentar e afinar as ideias que seriam debatidas na data da eleição. Para Laura Chaves, representante das Artes Cênicas e presidente da gestão 2014/2016, a estratégia rendeu bons nomes para a nova equipe. “Me surpreendeu positivamente os conselheiros eleitos pelos segmentos, temos pessoas envolvidas com o setor e dispostas a fazer com que as decisões do Conselho sejam cumpridas”, acrescenta.

 

Novos nomes representando os setores

Eleito para representar o setor do Audiovisual no Conselho, o diretor e produtor de cinema Ribamar Nascimento afirma que assume a cadeira como o objetivo de unir forças com os demais conselheiros para fazer com que o Plano Municipal de Cultura funcione. “São dois anos de empenho. Então tem que ser hora de criar a base para o Plano Municipal de Cultura que foi aprovado na ultima Conferência. Se ele for seguindo a risca, em uma década teremos em Maringá polos de referência cultural”, afirma.

Depois de quase três décadas a frente da secretaria de cultura e lazer do Sesi em Maringá, Rosana Muriana assume uma das cadeiras mais tradicionais do Conselho: a de Artes Cênicas. Responsável por implantar e desenvolver o Núcleo de Dramaturgia Contemporânea na cidade desde 2010, Rosana é clara ao afirmar que os grupos precisam se reunir mais para que as ideias avancem da melhor forma. “Acho que classe artística de modo geral precisa participar mais das reuniões que acontecem mensalmente, para acompanhar o andamento dos processos,  falar sobre as dificuldades, resultados e dar suas sugestões para melhorar o atendimento dos grupos de teatro da cidade junto a Secretaria Municipal de Cultura”.

 

Presidência nas mãos do poder público

Para a nova gestão, a principal mudança é na presidência do Conselho. Como a cada gestão esse cargo alterna entre representantes governamentais e não governamentais, chegou a vez de um nome indicado pela Secretaria de Cultura de Maringá assumir o principal cargo da organização. De acordo com Laura Chaves, que foi a presidente até julho desse ano, essa mudança precisa ser acompanhada de perto. “Considerando que na gestão anterior que a presidência era não governamental e enfrentamos diversas dificuldades no andamento das conquistas, seja orçamentárias ou nos avanços de como enxergar a cidade com vias ao direito pela cultura, não tenho grandes esperanças de avanços pelo menos nos seis meses que temos sobre a batuta dessa gestão”, afirma, completando que essa posição não é de um todo negativa. “Afinal de contas estamos em processo de construção para o Plano Municipal de Cultura, e se for respeitado a continuidade do processo democrático e transparente teremos uma excelente ferramenta de planejamento para os próximos dez anos da cultura em Maringá”.

 

Conselho Municipal de Maringá (2016/2018):

Literatura

Titular: Ângela Regina Ramalho Xavier

Suplente: Nilza Alves

 

Cultura Popular

Titular: Fabiana Chaves Martins

Suplente: ausente

 

Artes visuais (passa a congregar também o audiovisual)

Titular: Ribamar Freitas do Nascimento

Suplente: Fábio Mascarin

 

Artes musicais

Titular: Graziani Moraes

Suplente: Rafael Morais

 

Artes cênicas

Titular: Rosana Muriana

Suplente: Joaquim Francisco

 

Patrimônio

Titular: Miguel Fernando

Suplente: Edson Luiz Pereira

 

Sociedade Civil

Titular: Talita Nayara Cardoso

Suplente: Daniel Pereira dos Santos

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