O dinheiro de propina que vira arte
7 de junho de 2016 878 Visualizações

O dinheiro de propina que vira arte

A exposição de obras de arte de artistas famosos como Picasso, Miró e Dalí, apreendidas em casos de lavagem de dinheiro, revela uma prática milionária no Brasil

O sucesso da exposição Obras sob vigilância, do Museu Oscar Niemeyer, aberta em Curitiba, obrigou seus organizadores a estendê-la até novembro. Não é todo dia que se podem ver juntos quadros de Picasso, Dalí, Miró, Oiticica, Vik Muniz, Djanira, Heitor dos Prazeres ou Renoir.

É um luxo ao qual tinha acesso apenas Renato Duque, ex-diretor da petroleira estatal Petrobras, que escondia as obras atrás de um armário que se abria por controle remoto, até que foram apreendidas pela polícia naOperação Lava Jato, que revelou o maior caso de corrupção da história do Brasil e, ao mesmo tempo, o lucrativo negócio que representa a lavagem de dinheiro por meio de obras de arte.

As Obras sob vigilância são apenas uma pequena seleção de trabalhos que Duque comprou para lavar dinheiro e que, depois de sua prisão, agora são mostradas ao público. Em vez do Salão dos Recusados dos impressionistas parisienses de 1863, é possível falar do Salão dos Confiscados, telas apreendidas em operações criminais.

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