Em roda de conversa, ministro critica possível fusão do MinC
11 de maio de 2016 939 Visualizações

Em roda de conversa, ministro critica possível fusão do MinC

Em meio a um cenário político incerto e conturbado, dirigentes do Ministério da Cultura (MinC) promoveram uma roda de conversa em que defenderam a permanência do MinC e debateram asrecém-anunciadas ações de modernização para a gestão da Cinemateca Brasileira. O evento, aberto ao público e transmitido ao vivo pelo MinC, ocorreu no fim da tarde dessa terça-feira (10), em São Paulo.
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O ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi enfático ao criticar uma possível fusão do MinC com outra pasta, ato que considera uma “irresponsabilidade” e “um retrocesso de mais de 20 anos”. O Ministério foi fundado há mais de 30 anos, durante o período de redemocratização brasileira e atendendo a uma ampla demanda popular. O ministro previu ainda o desafio de enfrentar momento de turbulências e de retrocessos de direitos já adquiridos que deverão vir pela frente.
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“Acho de uma irresponsabilidade enorme essa retrospectiva de retrocesso. Temos uma soma de legados e acumulações. A cultura tem uma interface com todas as facetas da vida social. Você pode fundir (o MinC) até com o Ministério da Fazenda se quiser, mas é um erro porque há uma especificidade do nosso trabalho”, afirmou.
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Juca Ferreira também falou sobre a importância da cultura para combater a intolerância e para promover o respeito e a aceitação do outro diferente. Também salientou o papel cultural em relação aos povos indígenas, para preservar suas tradições e, ao mesmo tempo, equipá-los para que sua relação com outros não seja “destruidora do seu contexto específico”.
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O ministro citou ainda que a Cultura pode promover uma economia que diversifique as exportações para além das commodities, que tem capilaridade para combater a violência e, por fim, que promove a qualificação da população brasileira para viver a democracia. “(Com a possível fusão), essa complexidade vai ser reduzida e empacotada”, lamentou.
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Papel da Cultura
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Outro ponto abordado na roda de conversa foi o papel da Cultura frente a uma agenda do século 21, com defesa dos direitos autorais na internet, já que o ambiente digital representa a maior parte do mercado para a música e para o audiovisual. Juca Ferreira destacou o desafio e a necessidade de reforma da Lei Rouanet, para torná-la mais “generosa e menos concentradora”. “O Brasil não enfrentará os desafios do século 21 se não garantir desenvolvimento cultural e acesso pleno à cultura”, frisou.
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Diante desse cenário, o secretário de politica audiovisual do MinC, Pola Ribeiro, resumiu algumas ações da secretaria  e salientou que as políticas desenhadas em 2015 “não morrem” e se colocou à disposição para passar adiante os projetos em execução.

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