Juca Ferreira critica “criminalização” da Lei Rouanet: “Não tem privilégio”
8 de abril de 2016 1152 Visualizações

Juca Ferreira critica “criminalização” da Lei Rouanet: “Não tem privilégio”

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, criticou o que chama de tentativas de criminalizar o uso da Lei Rouanet, manifestadas em ataques verbais a artistas que, recentemente, se declararam contra o impeachment da presidente Dilma, como Letícia Sabatella, Anna Muylaert e Chico Buarque.

Em entrevista ao UOL, Ferreira diz que nunca houve conotação política na Lei Rouanet, e mencionou o caso do produtor Claudio Botelho (que atacou o governo federal durante apresentação em Belo Horizonte), um dos grandes captadores de incentivo – mais de R$ 30 milhões, segundo o ministro.

“Os conservadores captam muito mais que as pessoas engajadas. Os mais militantes, emergentes, não são os maiores captadores”, afirma, lembrando ainda episódio em que a atriz Cristiane Torloni teria chamado o ex-ministro Gilberto Gil de canalha e, um mês depois, teve aprovado um vultoso projeto na Lei Rouanet.

“Não tem privilégio. Se o cara apoia o governo, tem acesso; se não apoia, tem acesso. O Botelho, é um grande captador. O Itaú Cultural é um grande captador, as fundações da Rede Globo são grandes captadoras. E a gente não questiona. O modelo de avaliação dos projetos é para que seja respeitado o espírito republicano”, defende.

Em meio ao clima de incertezas políticas, o ministro da Cultura Juca Ferreira tem ao menos um motivo para se manter otimista: Juca Ferreira acredita que o projeto do Procultura, espécie de substituto mais modernizado para a Lei Rouanet, deve ser votado “em dias” no Senado Federal. “Antes a gente não tinha maioria no Senado, agora temos. Vamos colocar nos próximos dias”, diz, acrescentando que não teme o ambiente de conflagração política.
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O ministro também confirmou que deve deixar o cargo em meados de junho para disputar as eleições para prefeito de Salvador. A desfiliação do PT da Bahia de um forte postulante, o senador Walter Pinheiro, deixou o caminho aberto para o ministro. Mas ele diz que só sai com o “consentimento” da presidente.

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