Juca Ferreira critica “criminalização” da Lei Rouanet: “Não tem privilégio”
8 de abril de 2016 1050 Visualizações

Juca Ferreira critica “criminalização” da Lei Rouanet: “Não tem privilégio”

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, criticou o que chama de tentativas de criminalizar o uso da Lei Rouanet, manifestadas em ataques verbais a artistas que, recentemente, se declararam contra o impeachment da presidente Dilma, como Letícia Sabatella, Anna Muylaert e Chico Buarque.

Em entrevista ao UOL, Ferreira diz que nunca houve conotação política na Lei Rouanet, e mencionou o caso do produtor Claudio Botelho (que atacou o governo federal durante apresentação em Belo Horizonte), um dos grandes captadores de incentivo – mais de R$ 30 milhões, segundo o ministro.

“Os conservadores captam muito mais que as pessoas engajadas. Os mais militantes, emergentes, não são os maiores captadores”, afirma, lembrando ainda episódio em que a atriz Cristiane Torloni teria chamado o ex-ministro Gilberto Gil de canalha e, um mês depois, teve aprovado um vultoso projeto na Lei Rouanet.

“Não tem privilégio. Se o cara apoia o governo, tem acesso; se não apoia, tem acesso. O Botelho, é um grande captador. O Itaú Cultural é um grande captador, as fundações da Rede Globo são grandes captadoras. E a gente não questiona. O modelo de avaliação dos projetos é para que seja respeitado o espírito republicano”, defende.

Em meio ao clima de incertezas políticas, o ministro da Cultura Juca Ferreira tem ao menos um motivo para se manter otimista: Juca Ferreira acredita que o projeto do Procultura, espécie de substituto mais modernizado para a Lei Rouanet, deve ser votado “em dias” no Senado Federal. “Antes a gente não tinha maioria no Senado, agora temos. Vamos colocar nos próximos dias”, diz, acrescentando que não teme o ambiente de conflagração política.
.
O ministro também confirmou que deve deixar o cargo em meados de junho para disputar as eleições para prefeito de Salvador. A desfiliação do PT da Bahia de um forte postulante, o senador Walter Pinheiro, deixou o caminho aberto para o ministro. Mas ele diz que só sai com o “consentimento” da presidente.

Comentários

comentários

Sobre o autor

Você também poderá gostar

Nacional

Quem tem medo da crise?

por Mônica Herculano para o Cultura e Mercado O ano de 2015 não começou muito otimista para o mercado cultural, e termina com previsões ainda mais preocupantes. Cortes nos orçamentos

Nacional

A importância do criativo empreendedor

“Uma empresa, uma organização ou até mesmo um profissional liberal precisa ser empreendedor, administrador e técnico para que sua atuação seja sustentável ao longo do tempo, ainda que sua vocação

Notícias

Lançamento do livro “A história da Igreja Católica em Maringá” será dia 27 de março

Com 432 páginas, o livro “A história da Igreja Católica em Maringá”, que contou com o Fomento à Cultura do Instituto Cultural Ingá, será lançado para a sociedade segunda-feira (27)