Imitando o camaleão na Era Pós-digital

Imitando o camaleão na Era Pós-digital

*Por Arieta Arruda

Dentro dos corredores de Recursos Humanos das empresas, nas salas de gestores de alto escalão e nos cantinhos das startups muito se fala sobre a importância de os profissionais serem criativos. O mais curioso é que esta é uma característica inata ao ser humano. Todos têm. A diferença é que alguns desenvolvem e outros deixam esse potencial adormecido.

Atualmente, o mercado de trabalho tem exigido por profissionais que tenham flexibilidade, saibam trabalhar de maneira colaborativa, estejam abertos ao novo, saibam se adaptar facilmente às diferentes e mais complexas situações que o dia a dia nos mostra. É hora de usar a criatividade!

Essa complexidade e geração de mudanças cada vez mais exponenciais (rápidas e crescentes) estão atreladas a uma realidade pós-digital. A vida nos coloca desafios de aprendizado, nos coloca novidades diariamente e nos pede novos resultados para antigos problemas, inclusive para gerar riquezas.

A riqueza não está somente nas mãos de quem detém máquinas, dinheiro e poder político formal, mas está nas mentes que detém as ideias e as coloca em prática. Com isso, essa nova era nos coloca em um novo patamar criativo.

O mundo do trabalho nos exige mais horizontalidade e menos verticalidade, mais colaboração e menos hierarquias, mais criatividade e menos repetição, mais postura empreendedora (autonomia) e menos submissão.

Diante disso o que podemos fazer? Podemos construir um futuro desejável por meio da criatividade, resiliência, postura empreendedora e da inteligência emocional.

Muita gente pensa em ser multitarefas, fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Mas a neurociência já nos mostrou que isso não é possível. Acreditem: nem mesmo as mulheres conseguem…. (risos). Por isso, podemos fazer uma analogia com um animal muito sábio: o camaleão. Ele se adapta às situações para sobreviver. Tem tudo a ver com o nosso tempo. Ao longo do dia temos diversos papéis a cumprir. Ser colaborador de uma empresa, pai, estudante, líder comunitário ou ser mãe, filha, empreendedora, vizinha e amiga. Enfim, cada um admite diversos papéis e em cada um precisamos dar o nosso melhor.

Para isso, em cada momento se faz necessário estarmos por inteiro e vibrarmos em uma cor diferente. Isso nos faz encontrar o equilíbrio emocional, o tom que a atividade nos exige, encontrar soluções mais criativas para aquela situação e aprender de um jeito mais presente.

As situações da vida nos chamam a desenvolver essa competência e aplicarmos em nosso cotidiano. Colocarmos em prática! Aliás, essa é outra característica dessa nova cultura pós-digital, sermos “makers” (termo em inglês, do verbo “fazer”). Precisamos fazer, mais que planejar, precisamos colocar em prática nossos sonhos e não nos colocarmos numa postura passiva de lamentação. Precisamos fazer, aprender e refazer. Precisamos estar abertos ao novo e aos riscos do erro, pois isso faz parte do processo de aprendizado de qualquer sistema organizacional.

Assim, convido você a trabalhar em rede, a ser mais colaborativo, humilde para ouvir e corajoso para fazer. Use menos julgamentos, menos discursos vazios e se coloque mais em ação. O mundo precisa de mais gente que faça o bem e tope resolver os desafios da água, da alimentação, da educação, da saúde, da distribuição de renda e também aqueles problemas simples que estão ao seu redor e que, por vezes, apontamos o dedo para o outro e não nos colocamos numa postura de co-responsáveis que somos. Vamos co-criar um mundo desejável a partir do aqui e agora. Este é o único presente que a vida nos dá, o restante, precisamos construir e colorir em tons diferentes. Feito um camaleão!

* Arieta Arruda, diretora criativa da Farol das Ideias. Especialista em Gestão da Criatividade e Inovação e formação em Liderança, Empreendedorismo social, Ferramentas práticas para inovar, Como escalar e inovar em seu negócio (UFPR, Israel Institute of Technology, PUCPR, Endeavor e University of Maryland). Defensora do autoconhecimento, da autonomia, da criatividade e do bom-humor.

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