Um balanço de 2015 e as perspectivas 2016 no cinema

Um balanço de 2015 e as perspectivas 2016 no cinema

Diferente do esperado pelo mercado, que tem investido cada vez mais em filmes com potencial de bilheteria, 2015 repetiu o resultado medíocre de 2014 e manteve a estagnação do cinema brasileiro nas salas comerciais, com aproximadamente 12% de market share, número médio dos últimos dez anos, diferente apenas em casos de estreias isoladas que alavancam as receitas – caso de “Tropa de Elite 2”, “Nosso Lar” e “Chico Xavier”, em 2010, e “De Pernas pro Ar 2” e “Minha Mãe É uma Peça – O Filme”, em 2013, por exemplo. O ano começou mal, tendo um primeiro semestre bastante negativo, com média de ocupação de salas inferior a 10%, e se recuperou no segundo semestre, com média de 18%. Ao total, foram mais de 20 milhões de ingressos vendidos.

Como já esperado, as comédias, com apoio da Globo Filmes, mais uma vez, dominaram entre as maiores bilheterias brasileiras de 2015. Até o fechamento desta reportagem, no início de dezembro, dos seis filmes que ultrapassaram a barreira de um milhão de espectadores, cinco são comédias: “Loucas para Casar”, de Roberto Santucci, com 3,7 milhões, “Vai que Cola – O Filme”, de Cesar Eduardo Rodrigues, com 3,3 milhões, “Meu Passado me Condena 2”, de Julia Rezende, com 2,6 milhões, “Os Caras de Pau em o Misterioso Roubo do Anel”, de Felipe Joffily, que estreou no final de 2014, com 1,2 milhão em 2015 (e 1,9 no total), e “S.O.S. Mulheres ao Mar 2”, de Cris D’Amato, com 1,5 milhão. A exceção foi o infantil “Carrossel – O Filme”, de Alexandre Boury e Maurício Eça, com 2,5 milhões.

Comédias ainda prometem em 2016 

São elas, aliás, que reservam as melhores expectativas para 2016. Bruno Wainer, da Downtown Filmes, está otimista. “Se a economia do país não naufragar, 2016 será o melhor ano do cinema brasileiro desde a Retomada, superando a marca de 30 milhões de ingressos. Atingiremos um novo paradigma. Nunca tivemos tantos títulos com tanto potencial num mesmo ano”, afirma. Entre as expectativas para ultrapassar o milhão de espectadores, estão “Até que a Sorte nos Separe 3”, de Roberto Santucci, que estreou em dezembro passado, “Um Suburbano Sortudo”, também de Santucci, “Vai que Dá Certo 2”, de Maurício Farias, “O Último Virgem”, de Rilson Baco e Felipe Bretas, “Um Namorado para Minha Mulher”, de Júlia Rezende, “Toc”, de Teo Poppovic e Paulinho Caruso, “Tô Ryca”, de Pedro Antônio, “Porta dos Fundos – Contrato Vitalício”, de Ian SBF, “Penetras 2”, de Andrucha Waddington, “O Shaolin do Sertão”, de Halder Gomes, e “Minha Mãe É uma Peça 2”, de André Pellenz. Há também “Mundo Cão”, de Marcos Jorge, “Zoom”, de Pedro Morelli, “De Onde Eu te Vejo”, de Luiz Villaça, “Tudo Bem Quando Acaba Bem”, de José Eduardo Belmonte, “A Comédia Divina”, de Toni Venturi, “Doidas e Santas”, de Pedro Antônio e César Rodrigues, “Depois de Você”, de Marcus Ligocki Jr., e “Malasartes e o Duelo com a Morte”, de Paulo Morelli.

Curioso notar que as franquias cada vez se mostram mais fortes e cada vez mais balizam as produções e as bilheterias. Em 2015, vieram da televisão “Vai que Cola”, Os Cara de Pau” e “Carrossel” e, em 2016, teremos o filme do canal de internet “Porta dos Fundos”. Além de diversas continuações, como as já citadas “Meu Passado me Condena 2” e “S.O.S Mulheres ao Mar 2”, 2015 teve também “Qualquer Gato Vira-Lata 2”, de Roberto Santucci Filho e Marcelo Antunes Braz (807 mil espectadores), “Divã a 2”, de Paulo Fonetenlle, e “Pequeno Dicionário Amoroso 2”, de Sandra Werneck e Mauro Farias, os dois últimos com resultados pífios. Para 2016, teremos as continuações “Até que a Sorte nos Separe 3”, “Vai que Dá Certo 2”, “Penetras 2” e “Minha Mãe É uma Peça 2”, além de “Carrossel 2”. O que se tem notado é que essas adaptações televisivas têm ganhado repercussão no cinema, criando uma própria franquia (caso de “Meu Passado me Condena”, “Os Penetras”, “Carrossel”).

Confira a análise completa clicando aqui.

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