“Messias” de Händel:  pela primeira vez uma orquestra completa para o interior

“Messias” de Händel: pela primeira vez uma orquestra completa para o interior

Formação com equipe, solista, coral e orquestra conta com cerca de 50 integrantes que estarão sob a regência da maestrina Andréia Anhezini

Embora o célebre “Aleluia” seja reconhecível por qualquer pessoa mesmo que não tenha muita vivência com a música erudita, dentro do Oratório Messias criado por Georg Friedrich Händel em 1741 ele é apenas o 42º de 51 movimentos. Dividido em até três partes, dependendo da versão, a obra do compositor londrino foi interpretada em Maringá, Mandaguaçu e Sarandi por meio do edital Viapar Cultural.

Ao todo, a equipe responsável por reviver a peça clássica de Händel pela primeira vez na região de Maringá conta com cerca de 50 integrantes entre coral, solista e a Orquestra Arabesco, tudo sob a regência da maestrina Andréia Anhezini. Segundo Sóstenes Pereira, um dos organizadores do espetáculo, essa formação de orquestra magna é uma das grandes novidades. “É a primeira vez que temos aqui na cidade e na região uma formação de orquestra completa como essa, então é uma oportunidade muito interessante para o público ter acesso a esse tipo de apresentação”, explica.

Criada a pedido de um Lord Irlandês, “Messiah” (do original inglês) foi composta por Georg Friedrich Händel para angariar fundos para três instituições de caridade da cidade de Dublin, isso no século XVIII. Mesmo doente, Händel respondeu com o mais conhecido e aclamado oratório sacro da história, que veio a público pela primeira vez nas comemorações da Páscoa de 1742.

Assim como o compositor londrino o fez como um presente em razão de evento festivo, a apresentação “Messias de Händel”, da Gisele Produções, circulou por três cidades do interior do Estado abrindo o calendário comemorativo de Natal. Segundo Sóstenes, a sensação é de presentear o público com uma obra tão importante “A formação de plateia ainda depende muito da Lei Rouanet, mas é muito bom ter aqui na cidade empresas que apoiam e incentivam esse tipo de evento”, completa e define “acredito que seja uma questão de tempo até transformar esses eventos em uma prática mais comum nos municípios”.

 

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