O desafio de atrair a classe C

O desafio de atrair a classe C

Impulsionado pelo aumento da renda e pelo crédito fácil, o consumo da classe C foi um dos motores da economia brasileira na última década. No entanto, o ímpeto consumista em relação a bens materiais não se estendeu a gastos com cultura. A pesquisa Cultura em SP, realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da consultoria JLeiva Cultura & Esporte, mostra que a “nova classe média” ainda é uma minoria em teatros, museus e casas de espetáculo de 21 municípios paulistas.

Os principais fatores que explicam a baixa presença da classe C nos espaços culturais são as limitações de renda e as dificuldades de acesso. “A renda e o fato de muitas vezes as pessoas viverem em áreas sem acesso a equipamentos culturais ajudam a explicar a situação”, afirma o antropólogo e sociólogo Frederico Barbosa, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), especializado em políticas públicas sociais e de cultura.

Essa sub-representação aparece claramente nos números da pesquisa Cultura em SP. Enquanto quase metade (44%) dos entrevistados nos 21 municípios paulistas analisados pertence à classe C, a proporção de membros dessa classe econômica cai para um terço entre os que disseram ter ido a teatros, espetáculos de dança, circos, museus, exposições, shows e concertos de música clássica nos 12 meses anteriores.

Ao mesmo tempo, os números indicam uma super-representação das classes A e B nesses espaços. Metade dos entrevistados pertence a esses estratos sociais, mas a proporção sobe para dois terços entre os que disseram ter realizado as atividades culturais pesquisadas ao longo do ano que precedeu o levantamento.

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