“Florescerro” abre série de apresentações em Campo Mourão

“Florescerro” abre série de apresentações em Campo Mourão

Espetáculo do Grupo de Pesquisa Teatral AJNA foi um dos contemplados no Edital Viapar Cultural

A maturidade da cena cultural de uma cidade depende diretamente da forma que artistas e plateia criam e absorvem os diferentes tipos de estética que estão por aí. No teatro, mais especificamente, o drama tradicional, a comédia, os clowns e o teatro infantil já fazem parte do repertório do grande público, enquanto as propostas mais contemporâneas começam a ganhar espaço no calendário de apresentações e festivais próprios. Nessa perspectiva, o espetáculo Florescerro, do Grupo de Pesquisa Tetral AJNA, é uma mostra de que Maringá tem sim espaço para o novo.

Criado em 2014, o espetáculo estreou em dezembro durante o Festival de Teatro Universitário da UEM (Universidade Estadual de Maringá) com lotação máxima. Em 2015 já foram duas apresentações na Semana de Cultura de Maringá, também com todas as cadeiras ocupadas, e agora têm mais quatro apresentações previstas para Maringá, Campo Mourão, Paranavaí e Cascavel, realizadas por meio do “Fomento à Cultura” do Instituto Cultural Ingá e patrocinado pela Viapar, através do edital Viapar Cultural. Outros convites para festivais e mostras também já foram feitos.

Segundo um dos integrantes do AJNA Lucas Fiorindo, a aposta da equipe está na intensidade como as diferentes tarefas no fazer teatral são desempenhadas. “Maringá já possui algum público teatral ‘formado’, maduro e que está disposto e interessado em expandir o seu horizonte de experiência estética para além dos formatos já cristalizados na tradição da cidade”, completa. Para o diretor executivo do Instituto Cultural Ingá, Miguel Fernando, a aprovação de um espetáculo de veia contemporânea no Edital da Viapar é a prova de que Maringá está preparada para esse tipo de arte. “Todas as expressões cênicas se mostraram capazes de bons resultados em Maringá ao longo dos anos. Tivemos excelentes projetos que arrancaram os risos e o choro do público. O que me chama a atenção neste momento atual, é como o ‘Contemporâneo’ se primou a ganhar seu espaço em nossa cultural local. Além deste projeto, ainda temos a Mostra de Teatro Contemporâneo, da Companhia Teatro e Ponto, e outras ações vinculadas a UEM que vem reforçando essa tese”.

Fiorindo, que dirigiu os três primeiros espetáculos, agora vai para o palco assumir um dos papéis. Quem assume a montagem é a atriz, dramaturga e diretora Márcia Costa, “A Márcia está conduzindo um processo físico de atuação, área em que ela tem uma vasta experiência, e isto está casando com o trabalho mais vocal e energético que tínhamos anteriormente. Teremos atuações fisicamente menos estáticas e uma poética gestual mais ativa”, completa Fiorindo. Os ensaios para as quatro apresentações via Vipar Cultural já estão sendo feitos, e espetáculo está em fase de captação e deve ir aos palcos a partir de setembro.

Comentários

comentários

Sobre o autor

Você também poderá gostar

Notícias

Museu da Língua Portuguesa em São Paulo deve ser reaberto

Projeto de reconstrução do local, atingido por um incêndio, começa nesta segunda O Museu da Língua Portuguesa, atingido por um incêndio em dezembro, deverá ser reaberto em 2018. O projeto

Nacional

São Paulo ganha novas livrarias especializadas em publicações independentes

Ilustrarquia chega em março para fazer companhia à Ugra Press – que, recentemente, deixou de ser uma loja apenas virtual Há seis meses a cena se repete. Douglas Utescher abre