Donald Hyslop, da Tate Modern, defende: para transformar, envolva as pessoas

Chefe de parcerias e relações com a comunidade do museu fala ao Sampa CriAtiva sobre modelo que transformou centro de Londres

POR JULIA ZANOLLI, para o Sampa Criativa

Ao abrir suas portas há 13 anos, a Tate Modern Gallery inaugurou não apenas um dos museus mais prestigiados do mundo, mas um novo modelo de desenvolvimento social que reinventou a área central de Londres, no Reino Unido. No final da década de 90, quando o projeto da Tate começou a ser elaborado, diversas parcerias e iniciativas foram feitas para envolver a cidade na criação desse espaço.

A estratégia deu certo e hoje o museu faz parte da identidade urbana de Londres. O homem à frente desse processo é Donald Hyslop, chefe de parcerias e relações com a comunidade da Tate. Ele defende um modelo que concilie as necessidades dos moradores, trabalhadores e turistas da região. Para isso, incentiva que instituições públicas e privadas trabalhem junto com a comunidade para que a cidade se aproprie de seus recursos.

A Tate tem um impacto econômico em Londres de quase 1 bilhão de libras. Mas o alcance desse modelo vai além da questão financeira. A região de Bankside recebeu um sopro de vitalidade com a chegada do museu: o número de moradores residenciais na área duplicou, enquanto o de trabalhadores na região saltou de 6 mil para 60 mil.

Durante sua passagem pelo Brasil, Donald visitou o Sesc Pompeia e conversou com o Sampa CriAtiva sobre a importância do envolvimento dos moradores na transformação da cidade. Confira no vídeo.

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