Funarte abre inscrições para nove editais nacionais

Funarte abre inscrições para nove editais nacionais

Em 2014 Maringá foi contemplada em dois dos três principais editais da fundação

A Fundação Nacional das Artes (Funarte) lançou, no último dia 24, nove editais de abrangência nacional para as áreas de artes visuais, circo, dança, música e teatro. No total, serão investidos R$ 26,5 milhões em 354 projetos. Entre os editais estão as novas edições do Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo e Prêmio de Teatro Myriam Muniz, ambos conquistados por maringaenses em 2014.

Além de teatro e circo, também foi lançado os prêmios de Dança Klauss Vianna, de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça,  Marc Ferrez de Fotografia, Prêmio Funarte de Arte Contemporânea e o Programa Rede Nacional de Artes Visuais. Para a música, as possibilidades estão abertas para orquestras infanto-juvenis em bairros populares, com o Prêmio Funarte de Apoio a Orquestras e o Prêmio Funarte de Programação Continuada para Música Popular, que tem foco na produção e circulação da música autoral independente e contemporânea.

Para Rachel Coelho, produtora teatral contemplada com o Prêmio Myriam Muniz pelo projeto “Tempos de Cléo”, a técnica de criação do projeto é muito importante para a participação nestes editais da Funarte, pois se concorre com produtores de todo do país. Questões como argumentação, planejamento, cronograma e orçamento, quando feitas devidamente, mostram que o produtor está preparado para receber um investimento desse porte. “Quando se está começando é normal cometer erros básicos que a gente só aprende na prática. Por isso é importante promover oficinas técnicas e capacitações para ensinar a elaborar projetos”, finaliza.

Enquanto a equipe de “Tempos de Cléo” se prepara para estrear a montagem em outubro, quem também está prestes a circular o resultado do prêmio da Funarte conquistado no ano passado é o Instituto Cultural Ingá (ICI), que foi contemplado no Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo com o projeto “Lonas e memórias: a história esquecida do circo paranaense”. A publicação, que resgata lembranças e momentos de companhias circenses que se apresentaram no Paraná entre 1940 e 1970, será lançada na abertura do Festival do Circo de Campo Mourão, no final de agosto.

Segundo o diretor executivo do ICI e um dos responsáveis pela criação do projeto, Miguel Fernando, as conquistas recentes mostram que Maringá caminha para se tornar um centro criativo a nível nacional. “Se avaliarmos que até pouco tempo Maringá tinha pouca representação em editais nacionais, bem como na captação de recursos para Lei Rouanet, hoje estamos a passos largos se transformar numa grande indústria criativa. Os agentes culturais estão se capacitando e se organizando. O exemplo mais recente de inovação é a constituição da MACUCO, Maringá Cultural Cooperativismo, que se, correr como o previsto, será a única cooperativa cultural do estado em funcionamento formal”, ressalta. As datas limite para inscrição variam de acordo com cada projeto, mas todas se encerram em setembro.

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